SIBO voltou? Talvez o problema não seja apenas as bactérias.

SIBO é a sigla em inglês para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, traduzida como Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado.

É uma condição gastrointestinal em que ocorre um aumento anormal da população de bactérias no intestino delgado, uma região do sistema digestivo que normalmente deveria abrigar uma quantidade muito baixa de microrganismos.

Quando essas bactérias migram ou se multiplicam excessivamente no local errado, elas passam a fermentar os alimentos de forma precoce, gerando uma grande quantidade de sintomas e prejudicando a absorção correta dos nutrientes.

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A relação entre o intestino e o cérebro

O eixo intestino-cérebro é uma via de comunicação bidirecional entre o sistema digestivo e o sistema nervoso central. Isso quer dizer que um pode influenciar a atividade do outro e vice versa.

Isso significa que tudo o que afeta seu intestino — desde o que você come até a sua microbiota — também afeta o seu humor, depressão, foco, sono e comportamento.

Essa comunicação acontece por meio do nervo vago, neurotransmissores, sistema imune e substâncias produzidas pelas bactérias intestinais.

Alterações neste eixo afetam desde a motilidade do intestino (movimento), secreção intestinal, fluxo intestinal (constipação e/ou diarreia), pode levar ao desenvolvimento de doença inflamatória intestinal (DII). Mas também, as alterações no eixo intestino-cérebro estão associadas ao stress agudo e crônico, afetando comportamento e distúrbios e transtornos psicológicos.

Por isso em casos de ansiedade, depressão, TDAH, insônia e fadiga crônica é fundamental tratar o seu intestino. E quando falo isso, não quer dizer apenas se você vai ao banheiro ou não.

A modulação intestinal vai muito além de probióticos. É necessário criar um ambiente propício para que as boas bactérias possam sobreviver, se multiplicar e realizar suas funções saudáveis novamente no intestino.

Referência:

Ravenda S, Mancabelli L, Gambetta S, Barbetti M, Turroni F, Carnevali L, Ventura M, Sgoifo A. Heart rate variability, daily cortisol indices and their association with psychometric characteristics and gut microbiota composition in an Italian community sample. Sci Rep. Nature. 2025 Mar 12;15(1):8584. doi: 10.1038/s41598-025-93137-8.

Será que a microbiota interfere no seu Peso?

A microbiota intestinal é capaz de modular o metabolismo e influenciar o acúmulo de gordura corporal.


Este foi o achado de um estudo publicado na revista Nature, e depois dele surgiram muitos outro.

O estudo investigou gêmeos obesos e magros e revelou: a obesidade está associada a uma menor diversidade microbiana e alterações metabólicas induzidas pela microbiota.


O mais impressionante? Ao transplantar a microbiota de gêmeos obesos para camundongos livres de germes, os animais apresentaram maior ganho de peso e alterações metabólicas — mesmo com dieta idêntica.

A ciência mostra que não é só sobre o que comemos, mas também sobre quem nos habita.